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A Andorinha (Parábola de Augusto Cury)

Andorinha do mar árctica – Luís Estrela

Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover vida, dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.

As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: “Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?”. Os abutres bradaram: “Utópica! Veja se enxerga sua pequenez!”. Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda e bateu em retirada, carregando o filhote no bico.

Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: “Maluca! Está querendo ser heroína!”. Mas a andorinha não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: “Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem.”

No momento seguinte, após uma inspiração profunda e penetrante, o Vendedor de Sonhos disse a mim e meus amigos:

– Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muito dos grandes animais. Esperem deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e necessidade doentia de poder. Não os chamo para serem grandes heróis, para terem seus feitos descritos nos anais da história, mas para serem pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente a sociedade, amando desconhecidos e fazendo por eles o que está ao seu alcance. Sejam dignos das suas asas. É na insignificância que se conquistam os grandes significados, é na pequenez que se realizam os grandes atos.

Este texto foi extraído do livro:

Cury, Augusto. O vendedor de sonhos : o chamado.  3. ed.  São Paulo, Ed. Planeta, 2016. p. 100-101.

Síndrome do ano novo, vida nova

 

Mais um final de ano se aproxima e o sentimento da urgência toma conta de nossos pensamentos, queremos terminar todos os projetos que iniciamos mas que acabamos deixando de lado. A percepção é de que o ano passou voando e você conseguiu cumprir somente metade dos seus objetivos. Tem a impressão de que a cada ano, o tempo está passando mais rápido e você continua na mesma velocidade, um misto de angústia e ansiedade.

Chega dia 31, é quase meia noite, todos vestidos com roupas novas, preparam seus espumantes ao som de uma música especial. Começa a contagem regressiva até que, Feliz Ano Novo! Fogos iluminam os céus, rolhas estourando e bate a intuição de que este novo ano será diferente. Entre as promessas mais comuns estão cuidar da saúde, voltar ou concluir os estudos, fazer atividade física ou ficar mais tempo com a família.

Então, o recesso de final de ano acaba e está na hora de voltar para a realidade. Nos primeiros dias, com as promessas ainda frescas na memória, cumpre certinho as tarefas prometidas, sente que desta vez vai. Perceber pequenos resultados, constata que suas atividades estão funcionando, está no caminho certo.

Após um mês sente que foi engolido por sua rotina. A todo momento obstáculos aparecem e aqueles objetivos parecem estar cada vez mais distantes, logo começa a angústia. A promessa de acordar 1h mais cedo e fazer uma caminhada já não é mais possível. A jornada do dia anterior foi extensa e para hoje tem reunião no primeiro horário e almoço com cliente, logo centenas de emails chegam e começam acumular. Acreditando que é apenas um contratempo promete que na próxima segunda vai retomar as atividades.

A semana começa bem, por um ou dois dias você consegue retomar seu plano mas logo tudo sai do controle. As tarefas não param de aumentar e distrações começam surgir, aquele grupo de amigos ou as redes sociais que tomam preciosos minutos do seu dia e desviam seu foco. Logo chega o final de semana e você aproveita para dormir, resolver pendências em casa, fazer compras e quando se dá conta, o tempo passou voando e já é segunda feira, reforçando ainda mais seu desgosto.

É natural que nesta época aconteça uma reflexão dos momentos vividos nos últimos 12 meses e que essa síndrome aconteça. A ansiedade é enorme com uma lista de objetivos e sem um plano concreto para colocar em prática.

Que tal aproveitar que estamos finalizando mais um ano e pensar em quais habilidades serão fundamentais trabalhar para que seus objetivos virarem realidade? É fundamental que você realize um planejamento para que seus objetivos se tornem realidade. Com o acompanhamento de um coach, você conseguirá potencializar seus resultados, conheça!

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